
Com a aproximação do período oficial de propaganda eleitoral, muitos motoristas começam a adesivar seus veículos ou utilizá-los em atividades ligadas a campanhas políticas. Embora pareça uma ação simples, essa mudança de uso pode ter impacto direto na cobertura do seguro automotivo. A orientação é reforçada por entidades do setor, que alertam para o risco de negativa de indenização quando a seguradora não é previamente informada sobre alterações no perfil do veículo.
A aplicação de adesivos, envelopamentos ou plotagens com conteúdo eleitoral — assim como o transporte de materiais de campanha, deslocamento de equipes ou participação em carreatas e eventos públicos — pode ser interpretada como aumento de exposição a sinistros. Em situações de roubo, furto, colisão ou vandalismo, a falta de comunicação prévia à seguradora pode resultar na recusa de indenização, já que o uso informado na contratação deixa de refletir a realidade.
Além disso, danos causados diretamente aos materiais de propaganda não costumam estar incluídos nas coberturas tradicionais. Situações de tumulto, motins ou atos de vandalismo associados a eventos políticos também podem se enquadrar em cláusulas de exclusão, reforçando a importância de o segurado revisar sua apólice antes de utilizar o veículo em atividades eleitorais.
O que diz a legislação sobre agravamento de risco
Um ponto jurídico relevante precisa ser considerado. Pelo art. 16 da Lei 15.04, se ocorrer um sinistro, a seguradora só pode recusar a indenização se conseguir demonstrar o nexo causal entre o agravamento relevante do risco e o evento ocorrido. Isso significa que, mesmo que o uso eleitoral não tenha sido comunicado, uma colisão que não tenha relação com a atividade de campanha permanece, em tese, indenizável. Ou seja, a recusa não pode ser automática: deve haver comprovação de que o uso político do veículo contribuiu diretamente para o sinistro.
Como evitar problemas com a apólice
Para manter a proteção contratada, especialistas recomendam que o motorista:
- informe a seguradora antes de adesivar o veículo;
- comunique qualquer alteração temporária no uso do automóvel durante o período eleitoral;
- consulte seu corretor caso pretenda prestar apoio logístico a candidatos ou partidos;
- solicite endosso na apólice quando necessário;
- verifique se o envelopamento exige atualização de registro no Detran.
É importante destacar que adesivos pequenos, aplicados apenas por iniciativa do proprietário e dentro dos limites permitidos pela legislação eleitoral, geralmente não alteram o contrato de seguro quando o veículo continua sendo usado apenas para fins particulares. O risco maior surge quando o automóvel passa a integrar ações de campanha ou circular em ambientes de grande aglomeração.
A Andrade Seguros reforça o alerta
A Andrade Seguros acompanha de perto esse tema — amplamente divulgado pela mídia — e mantém postura ativa para orientar seus segurados e o público em geral. A empresa destaca que mudanças no uso do veículo, especialmente em períodos sensíveis como o eleitoral, devem ser comunicadas para evitar contratempos futuros.
A corretora ressalta que está sempre alerta para informar sobre pontos importantes relacionados aos seguros contratados, garantindo que seus clientes tenham clareza sobre direitos, deveres e eventuais riscos envolvidos.
Em caso de dúvidas
Se houver qualquer incerteza sobre como a participação em campanhas eleitorais pode afetar sua apólice, a Andrade Seguros está disponível para prestar maiores esclarecimentos, revisar coberturas e orientar sobre os procedimentos adequados. Consultar a corretora antes de adesivar o veículo ou utilizá-lo em atividades políticas é a melhor forma de evitar prejuízos e manter a proteção contratada.
